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DÚVIDA CRUEL Os rádios de 2.4 GHz são seguros? Davi Jaremenko, de Olímpia, SP, quer saber: Gostaria de trocar meu rádio JR Max 66 PCM por um sistema de 2.4 GHz novo, mas estou em dúvida depois que um amigo comprou um Spektrum DX7 e levou um susto. Ele perdeu o sinal do rádio por um momento e por pouco não perdeu o modelo. Um mês depois, ele instalou o rádio em outro modelo, um Mustang da Top Flite com apenas um voo, e perdeu o sinal ao executar um looping. A pleno motor, o avião entrou de bico no quintal de uma casa, felizmente sem danos maiores. Há pouco tempo, consultei um técnico em RC e ele me disse que há uma série de rádios Futaba que apresentou defeito. O que você tem ouvido a respeito desses rádios de 2.4 GHz?
Hobbylink responde:
Eu tenho dois Futaba antigos de seis canais em 72 MHz, um 6XA, outro 6XAs. Ambos estão funcionado perfeitamente. Estou doido para ter um rádio de 2.4 GHz, pois é bem mais cômodo não precisar entrar em fila de frequência para voar no clube. Contudo, objetivamente não há nenhum motivo para me desfazer dos antigos rádios. Há boatos de que tanto os Futaba quanto os JR de 2.4 GHz têm apresentado problemas. Eu não creio nisso, pois essa tecnologia existe há bom tempo.
Os rádios de 2.4 GHz são usados há quase dez anos nas versões para automodelismo. Os belíssimos sistemas computadorizados para Auto que vemos nas pistas de corrida frequentadas por pilotos de ponta ou com boa experiência funcionam desde o começo dos anos 2000 com o mesmo princípio em 2.4 GHz. Além disso, essa tecnologia é exatamente a mesma que permite há mais de 20 anos que todos os telefones celulares do planeta falem ao mesmo tempo sem que um atrapalhe o outro. Acho que as fábricas de RC esperaram para lançar essa tecnologia em sistemas para Aero apenas por uma questão oportunidade comercial. Não há nenhum mistério científico ou tecnológico a ser resolvido para isso funcionar com segurança.
Tenho a impressão que nós todos fomos muito condicionados a ter um pavor visceral de interferência eletromagnética, especialmente de um rádio sobre outro, e ainda não nos acostumamos com o novo paradigma que dispensa essa neura.
Os relatos que tenho ouvido sobre problemas com rádios de 2.4 GHz em nada diferem em quantidade e qualidade da média que estou acostumado a observar nos clubes de incidentes com as mais variadas causas e origens. Tenho a impressão de que uma quantidade muito maior de incidentes continua acontecendo com modelos que usam sistemas de RC em 72 MHz, mas estes casos não viram notícia. Porém, se cai um avião com rádio de 2.4 GHz imediatamente a notícia corre: "Caiu um avião com 2.4 GHz!" Pronto! Está lançado o boato!
Obviamente, continuam indispensáveis os cuidados que devemos tomar na instalação e no uso dos componentes dos sistemas de RC (servos, receptores, baterias etc.). Qualquer bobeada pode causar problemas, seja qual for a tecnologia do rádio!
Lembro ainda que os transmissores de 2.4 GHz consomem mais energia e, por isso, requerem obrigatoriamente baterias de lítio. Estas, como se sabe, exigem manutenção e cuidados muitíssimo mais rigorosos do que as clássicas baterias de níquel-cádmio e níquel metal-hidreto. Pergunto a mim mesmo se todo mundo que possui um rádio de 2.4 GHz sabe como cuidar de uma bateria de lítio e, principalmente, se possui o equipamento necessário (no caso, um ciclador/recarregador inteligente e programável para as características de cada bateria de lítio a ser carregada/descarregada ou ciclada).
Como disse, Davi, eu adoraria ter um rádio de 2.4 GHz e terei um assim que os meus antigões de 72 MHz não derem mais conta do recado! |